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Trigo garante subvenção, mas milho fica na espera

Foto: Jonathan Campos / Gazeta do Povo
Milho de inverno depende de clima favorável até a colheita. Frio e chuvas representam risco de perdas.

 

 

 

Ainda à espera do repasse de R$ 300 milhões relativos a subvenção do seguro rural da safra 2013/14, o agronegócio brasileiro reivindica recursos para proteção da atual safra de milho de inverno. A Federação da Agricultura do Paraná (Faep) pleiteia R$ 58,5 milhões com este fim. Com as lavouras já implantadas, nenhum centavo teria sido liberado até agora.

R$ 300 milhões
para subvenção a seguro de 2013/14 dependem de complementação orçamentária. Do total de R$ 690 mi, foram aprovados R$ 62 mi para culturas de inverno, mas o milho ficou de fora.

Os cálculos da Faep levam em conta a produção do milho segunda safra nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ao todo, 5 mil produtores demandariam o seguro, aponta o especialista da entidade, Pedro Loyola. Ele afirma que 70% dos recursos devem vir ao Paraná, principal estado usuário do serviço. No balanço mais recente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), válido para 2013, o milho de inverno consumiu R$ 30 milhões para a subvenção de 4 mil apólices.

“Se os recursos para subvenção ficarem abaixo da demanda pelo seguro, as empresas vão acabar escolhendo os produtores beneficiados”, alerta Loyola. Ele indica que isso pode resultar em um privilégio a áreas maiores, que tem prêmio superior. Pequenos e médios tenderiam a não contratar seguro nessas condições.

Havia expectativa de que a questão fosse solucionada na última reunião do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural (CGSR), realizada na semana passada em Brasília. Entretanto, as novidades ficaram restritas ao trigo e outros cultivos de inverno como aveia, canola, centeio, cevada e triticale.

Trigo

O encontro definiu aporte de R$ 92 milhões para as seis culturas, exigindo que as seguradoras garantam, no mínimo, 60% da produtividade estimada para cada região em caso de perdas na lavoura. “Ainda há tempo de fazer a liberação dos recursos para a safrinha, mas isso acaba sendo prejudicial para o desenvolvimento do produto, pois as seguradoras operam sem previsibilidade”, aponta Loyola.

 

 

Fonte: http://goo.gl/gacZ5J