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Geada causa danos pontuais, mas produtores ficam alerta para frio ainda mais intenso

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Quinta-feira será de temperaturas ainda mais baixas em todo o Estado

 

50% da área de milho safrinha está suscetível às geadas, com destaque para o cereal mais atrasado do norte do Estado

 

A quarta-feira (08) amanheceu bem gelada em praticamente todo o Paraná, com focos de geada em diversas regiões do estado. De acordo o Simepar, a região sudoeste registrou geada mais significativa. Já no oeste paranaense, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba, a intensidade da geada não foi tão forte, apesar das temperaturas bastante baixas. A mínima do dia foi registrada em General Carneiro, com 4,5ºC negativos, Palmas (-3,4ºC), Guarapuava (-2,5ºC) e Entre Rios (-1,6ºC).“Desde 2000 não tínhamos uma massa de ar frio tão forte no Paraná. Tão frio que vai atingir até algumas áreas do norte, especialmente no domingo, que será o dia mais gelado da semana. Mas a semana de tempo firme vai ser favorável à colheita da safrinha do oeste”, afirma o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Luiz Renato Lazinski. Mas a onda de frio no estado está apenas no começo, com previsão de temperaturas ainda mais baixas nos próximos dias e previsão de formação de geadas em todo o estado, inclusive no norte do Paraná. A ocorrência de geadas mais intensas será registrada em boa parte do centro-sul, sudoeste, parte da região oeste e Campos Gerais na quinta-feira (09). Curitiba e Região Metropolitana devem registrar geadas moderadas e de intensidade fraca no norte do estado. “Até o início da semana que vem teremos uma massa de ar seco forte atuando sobre o estado, favorecendo a ocorrência de geadas, com reforço no frio do final de semana”, explica o meteorologista do Simepar, Samuel Braun.Com 50% do milho em frutificação e 45% em maturação, segundo o analista do Departamento de Economia Rural (Deral), Edmar Gervásio, ainda é muito cedo para avaliar os impactos das temperaturas tão baixas. “A geada desta quarta foi forte no sul e centro-sul, mas o milho está praticamente todo pronto para a colheita. No oeste, onde a geada foi moderada, pode ter algum reflexo, mas nada significativo. Podemos afirmar que 50% do milho safrinha é suscetível, o que responde por pouco mais de 1 milhão de hectares. Deste volume, mais da metade está no norte. Excluindo essa região, 26% da área tem risco moderado de perdas”, explica Gervásio.

Em Cascavel, no oeste, as geadas ocorreram em áreas bastante localizadas. Segundo o secretário do Sindicato Rural de Cascavel, Paulo Cézar Vallini, se houver estragos eles foram muito pontuais. “A grande maioria do nosso milho já passou da fase de risco. O que nós ainda não temos é sol suficiente para diminuir a umidade do solo, secar as plantas e retomar a colheita”, diz Vallini. Em Guarapuava, no centro-sul do estado, a geada foi forte, o risco para a lavoura de milho safrinha é pequeno já que a área não é significativa. “Temos muito pouco milho safrinha. Já o feijão plantado mais tarde pode ser sido afetado”, explica o vice-presidente do Sindicato Rural de Guarapuava, Anton Gora. Em Pato Branco, no sudoeste, segundo o presidente do Sindicato Rural, Oradi Francisco Caldato, foi a maior geada já registrada no ano. “O impacto por enquanto foi mínimo, especialmente para os produtores que plantaram em fevereiro. Quem plantou dentro da janela de janeiro o cereal já está maduro e pronto para colher”, explica.

Para as hortaliças produzidas na Região Metropolitana de Curitiba, conforme o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Alberto Salvador, os prejuízos podem ser menores já que 80% da produção é protegida (estufas). “A geada foi forte, mas precisamos esperar para ver os eventuais impactos”, explica.

 

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