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Com redução de 13,5 mi de toneladas, safra 2015/16 pode registrar maior queda em volume desde 1975

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Estimativa do IBGE trouxe uma redução na produção da atual temporada de 6,5% e safra pode atingir 195,9 milhões de toneladas

 

De acordo com o mais recente levantamento de safra divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (09) trouxe uma redução na produção da safra 2015/16 de 6,5% em comparação à safra passada, chegando a 195,9 milhões de toneladas. A nova projeção é ainda 4,6% menor do que o previsto em abril, com 9,5 milhões de toneladas a menos. Se confirmada, será a maior queda em volume (13,5 milhões de toneladas) da série histórica iniciada em 1975.

“Os problemas climáticos estão afetando a produtividade”, disse o gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE, Carlos Antonio Barradas. A redução nas previsões de produção para a soja e o milho, em especial da segunda safra, cuja estimativa caiu 11,1%, foram as principais influências na redução da estimativa de produção de grãos para o País em 2016.

A estimativa da área a ser colhida este ano é de 57,7 milhões de hectares, um crescimento de 0,2% em relação a 2015, quando foi de 57,6 milhões de hectares, e 1,4% menor do que a área estimada em abril. O arroz, o milho e a soja , os três principais produtos da safra nacional, responderam por 87,4% da área a ser colhida e 92,5% da estimativa da produção. Na comparação com 2015, houve acréscimo de 2,7% na área da soja e redução de 0,4% na do milho. A área de arroz teve redução de 9,1%.

Além da redução no volume total produzido no Brasil, pela primeira vez no ano a estimativa para a produção de soja não foi recorde. Segundo o IBGE, desde 2013 a produção de soja vinha batendo recordes no país. Quanto à produção, houve recuo de 0,4% para a soja, de 11,6% para o arroz e queda de 14,1 % para o milho, quando comparadas a 2015. De acordo com Barradas, apesar do aumento de 2,7% da área plantada de soja, o produtor vai colher menos por causa da seca. O rendimento médio caiu 1,6% em decorrência das longas estiagens enfrentadas em vários estados e, em especial, na região do cerrado. Em relação à estimativa de abril, a previsão para a soja caiu 1,7%, somando 96,8 milhões de toneladas para o ano.

Já a do milho foi 9,6% menor que a estimada de abril, para 73,5 milhões de toneladas. No caso do milho, Mato Grosso, Paraná e Goiás são os Estados que mais provocaram impacto nos dados nacionais no levantamento de maio.

 

Fonte: http://goo.gl/p4NBhZ