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AgRural estima que colheita da soja atingiu 1,5%

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O ritmo está abaixo dos 3,5% registrados na mesma época no ano passado e dos 2% da média dos últimos cinco anos.Região Sul teve outra semana de tempo seco, mas nas outras regiões do país as chuvas acima da média seguiram atrapalhando a colheita da soja (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)

 

A consultoria AgRural divulgou nesta sexta-feira (22/1) seu levantamento sobre o avanço da colheita da soja e estima que 1,5% da área foi colhida até esta semana. O desempenho está abaixo dos 3,5% registrados na mesma época no ano passado e dos 2% da média dos últimos cinco anos para o período.

O analista Fernando Muraro, sócio diretor da AgRural, comenta que enquanto o Sul teve outra semana de tempo seco, nas outras regiões do país as chuvas acima da média seguiram atrapalhando a colheita da soja.

Ele observa que no Centro-Oeste, além da defasagem natural no ritmo dos trabalhos por conta do atraso no plantio, a alta umidade das lavouras também torna a colheita mais lenta.

O levantamento da AgRural mostra que em Mato Grosso, o sol apareceu durante parte da semana, mas as chuvas continuam frequentes. Até agora, 3,6% da área está colhida, ante 7,4% no ano passado.

Em Nova Mutum, no médio norte de Mato Grosso, a produtividade da soja precoce oscila entre 25 sacas a 40 sacas por hectare, mas Muraro acredita que áreas tardias devem compensar parte das perdas provocadas pela estiagem.

A AgRural constatou que em Goiás a colheita esta em 0,3%, abaixo dos 3% de um ano atrás. Em Jataí, no sudoeste, 12% da soja já está em maturação e a colheita ainda é pontual devido às chuvas.

Em Mato Grosso do Sul a colheita atingiu 0,6% da área colhida, ante 2% há um ano. “A alta umidade no início de janeiro tem feito alguns lotes saírem com até 12% de avariados em Dourados”, diz Muraro.

Chuvas no Sul

A AgRural estima que 2,3% da área foi colhida no Paraná, contra 5% em 2015. Com o tempo firme e previsão de chuva para a próxima semana, a colheita começou a ganhar ritmo no oeste. Em Ponta Grossa, 10% da soja está em maturação e a colheita deve começar na próxima semana. No norte, as chuvas da primeira quinzena causaram apenas estragos isolados.

Muraro informa que No Rio Grande do Sul os produtores estão ansiosos pela chuva prevista para a semana que vem.

Em Passo Fundo, a soja mais precoce está em formação de vagem e os dias de sol são favoráveis à cultura depois de toda a umidade do início da safra.

Em São Paulo 2% da área foi colhida. No sul, dias de sol possibilitaram a colheita em áreas dessecadas. No norte, os primeiros lotes em áreas de pivô saíram com até 18% de umidade.

Em Minas Gerais, a umidade impediu a colheita em áreas de pivô do Triângulo. Em Unaí, há casos pontuais de grãos brotados.

Segundo Muraro, a região do Matopiba (confluência de áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) continua recebendo grandes volumes de chuva.

No oeste baiano, há soja em ponto de colheita em alguns pivôs e os produtores estão preocupados com perdas na qualidade por excesso de umidade. Há relatos de soja brotando nas vagens.

Em Balsas (MA), algumas fazendas receberam 100 mm no início da semana. No sul do estado, as primeiras áreas serão colhidas na primeira quinzena de fevereiro.

No sul de Tocantins, não se espera que as áreas mais afetadas pela estiagem se recuperem mesmo após a volta das precipitações.

No Piauí, 10% da área ainda precisa ser plantada. Os primeiros talhões estão iniciando a floração e têm problemas de stand.